sábado, 16 de janeiro de 2010

Não gosto da Paula Toller

Não gosto da Paula Toller. No começo, logo que fui apresentado ao Kid e conseqüentemente às suas musicas, eu gostava sim, do estilo de musica que faziam, da voz da Toller e da energia que cercava esse mundo pop. Gostava do Kid Abelha, tudo que a Toller cantava me fazia cantar junto, me fazia dançar, me motivava no que quer que fosse. Fui gostando cada vez mais dela à medida que ia escutando mais os trabalhos e vendo suas entrevistas, fotos e vídeos. Parecia que meu “gostar” não teria mais fim, mas teve. De repente, sem precedentes, deixei de gostar da Toller, mas foi algo tão radical, tão de repente, que não percebi.

Continuei a escutar as musicas dela, a cantar junto e tal, mas não mais por gostar. O gostar então foi embora, mas não apenas pelo não gostar, o gostar foi substituído por um sentimento maior, um sentimento resultado da mistura de tantos sentimentos que nem sei ao certo se esse sentimento tem nome. Não ouvia mais a Paula por que gostava de ouvir, eu ouvia ela porque precisava ouvir.

As musicas então deixaram de ser apenas musicas para ser cantadas, dançadas e fonte de motivação, as musicas eram agora parte de mim, momentos da minha vida, parte da minha história e sentimentos escancarados ao mundo em letras e melodias. Paula tomou conta de mim e de todos os meus sentimentos, falar em Paula é amor, paixão, confiança, esperança, felicidade, alegria e emoção. Hoje posso dizer com todas as letras que não gosto da Paula Toller, gostar é um sentimento que está entre o vicio e o tédio, e ela , pra mim, está bem longe de todos eles, Paula está dentro de mim. A Paula Toller é o meu coração, é a minha vida, é o meu bem estar, é tudo aquilo que não pode ser visto pelos outros, mas que só você sabe que existe dentro de você. Paula Toller sou eu. Posso dizer sim que gosto de viver Paula Toller.

Antes eu corria atrás do trabalho da Paula, hoje eu sinto q estou caminhando junto, e que não importa o que eu faça, já deixou de ser uma apenas “gostar ou não gostar”, hoje torna-se um viver ou não viver.

Por: Lucas Ribeiro

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