quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vida - Inexplicabilidade das palavras

A vida é tão estranha, a vida é tão complexa, a vida é tão intensa, a vida é tão simples, a vida é tão maravilhosa, a vida é tão cruel, a vida é tão inexplicável.
Alguns sentimentos são tão inexplicáveis que até mesmo meio a um vasto campo de significados, ficamos perdidos à tamanha emoção. Quando ele é a dor, nossa dor parece ser tão intensa, tão única, que não queremos chamar de dor, queremos algo maior, algo que não encontramos em nosso vocabulário, porém sabemos q existe, para explicar. Sim, pode ser um ato egoísta, colocar a própria dor frente a todas as outras, mas quem somos nós para julgar de quem é a maior dor, quem fala a verdade nesta história? Até porque a verdade é relativa, muitos falam que a verdade é o que está comprovado cientificamente, mas quem disse meio a um mundo de coisas, meio a um mundo tão desconhecido, que o científico torna-se a verdadeira resposta? E quando a resposta é apenas um sentimento? Será que o científico consegue explicar isso? Sentimento, nós até sabemos que ele está lá, que existe, que é real, mas ele é tão nosso, tão intenso, tão complexo, tão simples, tão maravilhoso, tão cruel, tão inexplicável que não encontramos palavras para descrevê-lo, é como a vida. Por isso, pra mim, a palavra sentimento simplesmente não tem explicação, não é possível a gramática descrevê-lo com palavras tão frias algo tão esplendoroso, a resposta para sentimento é só uma: vida.
A vida é um conjunto de sentimentos que guardamos dentro de nós ao longo de dias, meses, anos, ou quem sabe décadas. Cada intenso sentimento aflorado dentro do peito, resultado de ganhos, perdas, derrotas, vitórias, é um pedaço da nossa vida sendo construída, e mais outra emoção sendo vivida intensamente como se fosse à última. Cada alegria que sentimos, é como se o mundo fosse belo, não existe a pobreza, a miséria, a fome e nem a desgraça, mesmo até que exista ela nunca chegará á você – pensamento egoísta – todos nós já fomos egoístas, não sejamos hipócritas ao dizermos que nunca pensamos assim, nem que por um momento, nem que por um segundo, já fomos egoístas. Por outro lado, cada tristeza que sentimos é como se o mundo se desmoronasse, como se você não tivesse forças para seguir adiante, como se sua vida tivesse acabado naquele momento, ou seja, cada emoção é uma parte do histórico de nossas vidas.
Amor, esse já não considero mais, o amor está acima de quaisquer sentimentos. Houve o tempo em que denominaria o amor de sentimento, hoje denomino o amor de atitude. Caso não façamos algo, alguma vez na vida que demonstre numa atitude o amor, ele será tão vago quanto um outro sentimento qualquer que apenas não têm significado. O amor muitas vezes pode estar vivendo dento da gente, mas não somos capazes o suficiente de percebê-lo e nem de provar pra nós mesmos que ele existe.
A vida simplesmente não é certa. Primeiro que usar o “simplesmente” numa frase onde há a palavra “vida” já não é certo, segundo que usar o “certa” também na mesma frase é literalmente um problema. Certo mesmo, só a morte. Certo mesmo, só a dúvida. Certo mesmo, só o incerto. Certo mesmo, só o medo de errar. Certo mesmo, só a inexplicabilidade da vida.

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